domingo, 23 de janeiro de 2011

CEBs Jequié - Ba

As Cebs da catedral recebem visita da imagem de Santo Antônio Peregrino.




As Cebs da catedral recebem visita da imagem de Santo Antônio Peregrino.
Aconteceu no dia 26 de maio, às 20h, a honrosa visita da imagem de Santo Antônio Peregrino, que permanecerá ate domingo, 30, nas comunidades Eclesiais de Base da catedral de Jequié. 
Uma comitiva formada pelo Pe. Vitor Agnaldo de Menezes, pároco, e Pe João Batista, vigário paroquial, além de Festeiros e Festeiras de Santo Antônio levaram bênçãos e convites para a grande festa que tem o início da trezena no dia 1º de junho com termino previsto para o dia 13. 
A Imagem do padroeiro da diocese de Jequié, saiu da catedral em carreata até a comunidade São Lucas, situado no bairro da caixa d água onde foi celebrada a santa missa presidida por Pe Vitor.
O santo casamenteiro e protetor dos pobres estará também nas Cebs Dom Jairo quinta, Pe Molina na sexta, sábado vai para Senhor do Bonfim e no domingo, 30, será levada as 16h00 para a Maria de Nazaré onde acontece a missa de despedida da imagem peregrina de Santo Antonio,que retornara à catedral. 
Todas as noites haverá santa missa às 20h nas Cebs e durante o dia a comunidade ficara aberta para visitação da imagem.

Fonte: Repórter Católico

Regional Nordeste I - Ceará Prepara-se para acolher a II Ampliada Nacional de CEBs Em preparação ao 13° Intereclesia



Companheiros e companheiras da caminhada!

Movidos pela compaixão e pela solidariedade, diante das tragédias ocorridos em São Paulo, Minas Gerais e principalmente na região serrana do Rio de Janeiro, somos convocados mais uma vez pela caminhada das CEBs, a participar de mais uma ampliada.
Estamos contentes e já nos preparando para recebê-los. Esperamos que já estejam arrumando as malas para ficar conosco nos dias 27 a 29 de janeiro. Mas estamos esperando todos no dia 26 quando haverá uma reunião com a coordenação e assessores do encontro, e a volta será dia 30. 
Aqui está quente, mas estamos entrando na época chuvosa e aí esfria um pouco, o clima fica gostoso.
Não deixe de colocar na bagagem os seus objetos pessoais, tais como toalha, um lençol e outros. Foi combinado que os regionais apresentem o cartaz para a escolha entre os membros na ampliada. Temos uma programação muito extensiva, mas faremos um passeio cultural na manhã de sábado visitando o memorial do Patativa do Assaré e a casa da memória do homem cariri em Nova Olinda, onde se pode comprar artesanato de couro de seu Espedito Seleiro *. Traga uns trocados a mais. No encerramento do encontro, no sábado a noite, faremos o lançamento da oração pelo 13º Intereclesial, juntamente com representantes das comunidades, no Santuário Eucarístico na cidade de Crato.
Gostaríamos que vocês comunicassem o horário da chegada para mim, Gelmar, no endereço do secretariado intereclesialcrato@yahoo.com.br e Batista. Socialize conosco os e-mail. Pois, somos uma equipe e precisamos nos articular melhor para esperar a cada um no aeroporto ou rodoviária.
A luz que clareia os caminhos da America Latina nos mergulhe no mistério de Cristo, para avançarmos na dinâmica de construção do Reino.

Saudações a todos e a todas!


Pe. Vileci Basílio Vidal

Crato, 21 de janeiro de 2011







*

Sertanejo fashion. A imagem pacata não denuncia, mas Expedito Seleiro, artesão de Nova Olinda, já teve suas sandálias e bolsas de couro em desfile na São Paulo Fashion Week, em filmes como Dois Filhos de Francisco e na minissérie Amazônia. A mais famosa de suas peças, no entanto, foi uma sandália encomendada por Lampião a seu pai. Retangular, seu rastro não revelava para onde fora o temido cangaceiro.


CEBs Sorocaba - SP, enviam ajuda ao Rio de Janeiro

As Comunidade Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de Sorocaba enviaram no dia 19/01 a primeira remessa de dinheiro para ajudar as vitimas das inundações e deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas deste mês de janeiro de 2011 em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e mais gravemente a região serrana do Rio de Janeiro.

A doação foi feita por meio da Campanha SOS Sudeste lançada pela Cáritas Nacional e pela CNBB e foi possível graças ao Fundo de Solidariedade para as vítimas de catástrofes naturais Madre Teresa de Calcutá das CEBs.

O Fundo de Solidariedade arrecada dinheiro por meio da reciclagem de embalagens Tetra Pack e em momentos tristes como esse envia ajuda às pessoas que tanto precisam. Além dessa ajuda, as CEBs estão realizando também a campanha Rocambole Solidário em parceria com a Comunidade Ecumênica Dom Oscar Romero e Comunidade Imaculada Conceição para continuar a arrecadar fundos para ajudar na reconstrução das áreas atingidas.

Eder Aono

sábado, 22 de janeiro de 2011

CEBs da Diocese de Ilhéus realiza curso de Teologia Popular


Cartaz do 12º Curso de Teologia
A 12ª Edição do Curso de Teologia Popular mostra a resistência dos movimentos que acreditam na construção de uma sociedade mais justa e fraterna e fundamentam sua prática na Teologia da Libertação.
O Curso iniciado há 12 anos é mantido até hoje com os anseios do povo oprimido que acredita na libertação do oprimido.
O evento envolve a Articulação Diocesana de Comunidades Eclesiais de Base (CEBS), da Diocese de Ilhéus, que é composto por agentes pastorais envolvidos em movimentos sociais nos diversos municípios destinado a leigos e leigas de vários estados que participam socializando suas experiências de vida e doação comunitária, com caráter ecumênico e sem distinção étnica, econômica ou política.
Este ano a sua realização será no Seminário Maior da cidade de Ilhéus, nos dias 23/01 a 06/02 e o Ponto de Cultura ACAPEB envia um dos seus integrantes para socializar as experiências culturais de nossa comunidade.
Segundo a Coordenação do Curso dentre os objetivos de sua realização pode-se destacar: 

  • Fortalecer a caminhada participativa e missionária reforçando o compromisso sociopolítico dos cristãos e cristãs.
  • Gerar uma espiritualidade na defesa de todas as formas de vida, hoje ameaçada.
  • Fazer uma experiência de que é possível um jeito novo de se pensar e se construir uma sociedade em mutirão.
  • Iluminar e aquecer o compromisso dos cristãos e cristãs na construção de uma sociedade solidária, valorizando as práticas das comunidades eclesiais e dos movimentos sociais


A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO: O CRISTIANISMO A FAVOR DOS EXCLUÍDOS


Alexandre Marques Cabral *

         A palavra teologia vem da conjugação de TÉOS e LÓGOS, dois termos gregos. Poder-se-ia dizer que teologia é todo discurso acerca de Deus. Assim, por exemplo, foi denominado por Aristóteles em seu livro “Filosofia Primeira”, que hoje conhecemos com o nome de metafísica. Para Aristóteles o TÉOS seria objeto de pesquisa da maior de todas as ciências: a ciência do ser enquanto ser – esta que hoje denominamos de metafísica. Portanto, para ser estagirita – Aristóteles, a metafísica, ou seja, a filosofia primeira, é sinônimo de teologia.
         Apesar de podermos falar de teologia em um sentido lato, tal como abordamos acima, atualmente o significado deste termo difere-se deste que expusemos. Teologia hoje é o discurso racional acerca de Deus a partir dos dados advindos de um livro revelado: Bíblia, Alcorão, etc. À teologia compete, portanto, a atualização dos dados revelados através do discurso (lógos), segundo as exigências históricas vigentes. Com isso, se mostra o caráter transitório do discurso teológico: a transitoriedade do discurso deve-se à transitoriedade própria da história humana, da cultura e de suas diversas problemáticas. Deus, por isso, deve sempre aparecer ao homem, através do discurso teológico, historicamente situado. Esta, última informação nos leva a perceber a imbricação necessária entre teólogo, revelação e história.
         Não obstante à imbricação supracitada, não poucas vezes a teologia cristã se configurou de forma totalmente anacrônica em seus discursos e, conseqüentemente, em seus conceitos. A teologia cristã durante séculos, preocupou-se com o hyperurânio de Platão, com o motor imóvel de Aristóteles, com a cidade de Deus de Agostinho, menos com as problemáticas históricas que fatalmente orientavam a vida social do homem. É comum nos depararmos com textos clássicos da teologia e sermos levados às nuvens, aos céus, como, por exemplo, num texto de Irineu ou de S. Agostinho de Hipona. Mas, qual a razão disto? Isto ocorreu por mera vontade dos teólogos? Certamente, não.
         A teologia cristã configurou-se de forma anacrônica por muito tempo, devido ao instrumental filosófico que ela utilizou para discursar acerca de Deus. Tal instrumental derivava-se da metafísica clássica que tem como característica formular conceitos anacrônicos, desconsiderando o caráter histórico do homem – ou seja, desconsiderando o homem enquanto ser histórico, que se faz (constrói) no tempo. A conseqüência disto, é que os dados da revelação cristã – Bíblia – foram entendidos como realidades atemporais e ahistóricas. Por isso, por muito tempo – certamente, também ainda hoje – entendeu-se Deus, Reino dos Céus, inferno, etc., como realidades totalmente transcendentais, totalmente destacadas dos processos e fases históricas da humanidade.
         Esta forma de discurso acerca de Deus foi submetida à crítica com o advento da modernidade e do pensamento contemporâneo. A metafísica, que foi a “pedra angular” da teologia clássica, foi fortemente criticada a partir da modernidade. Descobriu-se, após séculos de especulação, a história como característica essencial do homem e a cultura como âmbito de toda construção histórica. Com isso, o pensamento ocidental, largou aquele transcendentalismo metafísico, tornando-se por isso mais imamentista. Isto influenciou fortemente a teologia. O encontro do homem com Deus – chamado pela teologia da GRAÇA – passou a ser pensado como realidade histórica: Deus se manifesta ao homem situando-se histórica e culturalmente, ou seja, o encontro de Deus com o homem difere-se na história em suas diversas épocas, e difere-se na pluralidade cultural que se dá no seio da humanidade. Obviamente, isto gerou uma certa relativização no discurso sobre Deus; porém, valorizou a historicidade como característica essencial do ser humano, além de valorizar a multiplicidade de formas de Deus se apresentar ao homem, superando, assim, o anacronismo clássico metafísico que norteava o pensamento teológico no entendimento da relação homem – DEUS.
         A chamada Teologia da Libertação está inserida nesta última fase do pensamento ocidental que destacamos acima: a fase da valorização da história, da cultura e da diversidade de formas de manifestação do encontro do homem com Deus. Ela é uma teologia propriamente cristã; por isso, utiliza a Bíblia como pressuposto necessário de seus discursos.
         A expressão “teologia da libertação”, já mostra o sentido norteador deste discurso teológico. O genitivo que aparece na expressão citada – DA LIBERTAÇÃO -, mostra-nos que a libertação é o horizonte regulador do discurso acerca de Deus, e, ao mesmo tempo, mostra-nos que o Deus do discurso é fonte de libertação. Esta se manifesta concretamente nos diversos momentos do processo histórico de um povo. Conseqüentemente, a teologia da libertação torna-se força geradora de ações que viabilizam uma práxis libertadora, segundo as necessidades advindas das diversas circunstâncias sob as quais um povo está submetido.
         “A teologia da libertação é um movimento teológico que quer mostrar aos cristãos que a fé deve ser vivida numa práxis libertadora e que ela pode contribuir para tornar esta práxis mais autenticamente libertadora” (MONDIN, 1980, p. 25). Neste sentido, o cristão é impelido a viver a práxis libertadora nas diversas épocas da história.
         O termo libertação foi cunhado a partir da realidade cultural, social, econômica e política sob a qual se encontrava a América Latina, a partir das décadas de 60/70 do último século. Os teólogos deste período, católicos e protestantes, assumiram a libertação como paradigma de todo fazer teológico. Vejamos o quadro social da América Latina no período originário da teologia da libertação:
         “O ambiente político é geralmente caracterizado pela presença de governos que administram o poder arbitrariamente em vantagem dos ricos e dos poderosos, fazendo amplo uso da força e da violência. (...) O ambiente econômico e social está marcado pela miséria e pela marginalização da maior parte da população. Os recursos econômicos são controlados por um pequeno grupo de privilegiados. (...) No ambiente cultural se verifica ainda uma notável dependência da Europa e dos Estados Unidos. Na ciência como na filosofia, na arte como na literatura, quase nada é concedido à originalidade das populações latino-americanas” (Ibidem, p. 25-26).
         O quadro de degradação apresentado na América Latina é o fundamento gerador do conceito de libertação. A libertação, então, é toda “ação que visa criar espaço para a liberdade” (BOFF, 1980, p. 87). Ser livre, neste sentido, é não estar sob o jugo da lei alheia; é poder construir-se autonomamente. O processo histórico da América Latina foi e é dominado por diversas leis estranhas a ela. A América do Norte, em especial os EUA, e os países europeus, sempre impuseram aos latino–americanos seus valores, suas políticas, sua cultura, etc. Neste sentido, a libertação no seio da América Latina, é a luta pela liberdade da cultura, dos valores, da economia, da política latino-americanos, frente às diversas opressões advindas de um modelo imperialista que rege a práxis do hemisfério norte em suas relações com o hemisfério sul, especialmente como o povo latino–americano. Tal relação impõe ao hemisfério sul a cultura do hemisfério norte.
         Devido à pobreza e à nefasta degradação do povo latino-americano, a libertação deve ser entendida como superação de um processo de exclusão; já que esta é a conseqüência direta da relação norte–sul, onde milhões de homens e mulheres empobrecem e se deterioram porque ficam à margem (excluídos) do processo econômico e político norteado pelo capitalismo imposto pelos EUA e Europa.
         Desta forma compete à teologia da libertação a tarefa de discursar sobre Deus a partir da ótica de um processo excludente e a partir da realidade concreta dos excluídos. O teólogo da libertação, portanto, deve ter este duplo olhar: olhar para Deus e olhar para o excluído. Olhar para Deus é a fonte de toda libertação possível e o olhar para o excluído identifica onde há necessidade de libertação. Olhando para Deus – ou Cristo -, a teologia da libertação diferencia-se de todo movimento libertador laico, já que a libertação apresentada pela teologia enxerga nos processos históricos a possibilidade de presentificação da nova ordem escatológica anunciada por Cristo, ou seja, o Reino de Deus – ordem de justiça e da superação de toda opressão possível, na sociedade e no cosmos. Ao pretender olhar para o excluído e para o sistema gerador de opressão, como pressuposto de todo fazer teológico, a teologia da libertação difere-se radicalmente das teologias clássicas, pois supera o anacronismo destas, circunscrevendo a experiência de Deus no âmbito do engajamento do fiel na luta contra todo o sofrimento humano historicamente situado.
         Para que haja elaboração da teologia da libertação é mister que se compreenda os fenômenos da opressão e da exclusão. Estes devem ser compreendidos através de uma mediação sócio – analítica, “Libertação é libertação do oprimido. Por isso, a teologia da libertação deve começar por se debruçar sobre as condições reais em que se encontra o oprimido de qualquer ordem que ele seja.” (BOFF, 1996, p. 40). O método utilizado para elucidar sócio–analiticamente o fenômeno da opressão e da exclusão pela teologia da libertação, é o método histórico- dialético.
         O marxismo passa a ser a filosofia predominante na análise sócio–analítica feita pela teologia da libertação. Porém, o marxismo é utilizado como instrumento, não tendo fim em si mesmo. “Na teologia da libertação o marxismo nunca é tratado em si mesmo, mas sempre a partir, e em função dos pobres” (Ibidem, p. 45). O sentido último da teologia não é Marx, mas Deus.
         Após a leitura sócio–analítica, o teólogo da libertação deve-se deparar com a Bíblia Sagrada. A Bíblia deve fornecer subsídios para que se possa identificar a face de Deus e sua ação libertadora, nos diversos momentos históricos, sob as quais vive o teólogo e seu povo.  Há, então, no processo de elaboração da teologia da libertação, uma imbricação necessária entre a análise sócio–analítica da realidade e a Bíblia Sagrada. Esta última fornece o sentido teológico da práxis libertadora proposta pela teologia da libertação.
         Com a gênese da teologia da libertação na América Latina, “a religião passa a ser um fator de mobilização e não do freio” (BOFF, 1980, p. 102). A religião não mais se apresenta como “ópio do povo”.  Ela passa a ser fonte de libertação e de esperança para o homem. A religião, desta forma, não se reduz a uma ideologia que mantém o  status quo  social e político; também não é mais fonte de discursos etéreos. A teologia da libertação pretende mostrar que Deus não está em uma esfera trans–histórica; mas, ela quer mostrar que Deus encarna-se na história, gera libertação de um povo humilhado, gera vida e esperança a um povo crucificado e sem sonhos. Podemos dizer, metaforicamente, que a teologia da libertação anuncia a ‘’descida’’ de Deus de sua esfera transcendente e “celeste” e mostra-o como agente dignificador dos humilhados da terra. Deus não é mais um conjunto de doutrinas e especulações, mas é a fonte de toda a luta pela justiça e igualdade. Por isso, Deus se manifesta nas lutas históricas pela justiça, pela inclusão e pela superação de toda opressão vigente na humanidade. “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.”(Ex 20,2). Eis a face de Deus anunciada pela teologia da libertação: Deus que tira o povo da opressão, da servidão.
         O céu almejado pela humanidade, não é pensado como realidade post mortem. Este céu que fora pensado pela teologia clássica como realidade distante que se manifestaria no porvir, encarna-se no “agora”, através da práxis do povo em prol da dignidade humana: cada conquista popular, no que tange a uma relação mais justa entre os homens, presentifica o céu no seio da humanidade.
         A teologia da libertação surge para mostrar que Deus é “Pai – Nosso”; portanto os homens e as mulheres devem se relacionar como irmãos e irmãs, sem haver exclusão, sem haver opressão ou sem qualquer tipo de violação da dignidade humana. Lutar pela libertação é valorizar a paternidade universal de Deus, que se manifesta nas relações justas e fraternas entre todos os seres humanos.

 

Bibliografia:

1.      BÍBLIA SAGRADA. São Paulo: SBB, 1996.
2.      BOFF, Leonardo, BOFF, Clodovis. Como fazer teologia da libertação. Petrópolis: Vozes, 1986.
3.      BOFF, Leonardo. Teologia do cativeiro e da libertação. Petrópolis: Vozes, 1980.
4.      _____________ O caminhar da Igreja com os oprimidos: do vale das lágrimas à terra prometida. Rio de Janeiro: Codecri, 1980.
5.      MONDIN, B. Os teólogos da libertação. São Paulo: Paulinas, 1980.

Resumo:
O objetivo do artigo é o de apresentar o paradigma da libertação como agente norteador discurso teológico latino–americano surgido na década de 60 do século XX. Esta teologia caracteriza-se pela valorização da ação de Deus na história, como fonte de libertação social, e pela valorização da práxis social libertadora, como expressão de fé em um deus libertador.

Palavras-chave: teologia; teologia da libertação; América Latina; cristianismo.


* Alexandre Marques Cabral é professor de filosofia da faculdade de teologia Redemptoris Mater – Macaé.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CEBs Mexico - 23.01.2011

El próximo 23 de enero, en el Centro Saulo, se realizará el XIX Encuentro Diocesano de Comunidades Eclesiales de Base(CEBs.)

El origen remoto de estas pequeñas comunidades eclesiales está en la determinación del primer Obispo de Torreón, Dn. Fernando Romo Gutiérrez, quien en compañía de unos ocho presbíteros locales, acudió a Guadalajara para participar en un curso de capacitación, en noviembre de 1970, impartido por el P. Andrés Vela.

Por entonces se dieron varios esfuerzos de tentaleo. Luego vinieron tiempos difíciles que afectaron a la sociedad y a la Iglesia , pero después del VII Congreso Nacional Misionero, celebrado aquí en Torreón, el equipo sacerdotal Nazas-Aguanaval, implementó un proceso de capacitación con campesinos y pobladores de las colonias periféricas de Torreón. Se llegaron a tener estudios intensos hasta de un mes.

Resultado de aquellos cursos, las CEBs., se organizaron en las parroquias de Matamoros, Concordia, Francisco I. Madero, La Unión ; además, en las colonias de la periferia del oriente de Torreón, la Col. 1°., de Mayo, Col. Aviación. En el año 1983 se celebró el IX Encuentro Nacional de CEBs., en Torreón, con pleno respaldo del episcopado mexicano, participando ocho obispos y el presidente de la Conferencia Episcopal Mexicana, Dn. Sergio de Obeso, en ese tiempo Arzobispo de Xalapa. Bajo el cobijo del clero diocesano, se realizaron varios encuentros de la Región Pastoral Norte, teniendo como sedes las parroquias de Matamoros y de Cristo Redentor del Hombre.

Cuando la Diócesis elabora el Plan Diocesano de Pastoral 1988-1992, las CEBs., aparecen con carácter oficial, y como “nivel de Iglesia”. Fue necesario expresarlo así, dado que no faltaban algunas desconfianzas, sobre todo entre presbíteros, ya que algunos las consideraban como movimiento y como contrarias a la Jerarquía católica.

 Para el año 2,000, el P. Roberto Oliveros, párroco de San Judas, crea CEBs., en dicha parroquia y se aumenta el número. Actualmente las CEBs., están en más de treinta, de las cincuenta parroquias de la Diócesis.

Son pequeñas y regularmente se reúnen una vez a la semana para leer la Escritura , meditarla y aplicarla a la realidad social donde cada comunidad vive.

 Toman lo más antiguo del Nuevo Testamento(Hc. 2, 42-47). Al mismo tiempo, viven lo más novedoso del Concilio Vaticano II, de Medellín, Puebla, Santo Domingo, Aparecida, que son los documentos orientadores de la Iglesia en América Latina.

Fonte: Milênio.com

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CHINA: A Exortação apostólica “Verbum Domini” é tema de curso para sacerdotes na diocese de Feng Xiang


A diocese de Feng Xiang (China/Asia) se divide em 4 decanatos e 30 paróquias, conta mais de 20 mil fiéis, 38 sacerdotes (entre os quais 18 religiosos) e 60 religiosas de 3 congregações femininas (Franciscanas Missionárias de Maria, Irmãs do Sagrado Coração e Pequenas Irmãs de Santa Teresa).
A diocese nasceu como missão franciscana e ainda hoje devotos do Santo de Assis continuam a animá-la. Existem na diocese dois santuários marianos e um cemitério para sacerdotes católicos. A diocese administra também várias entidades de serviço social, como clínicas e orfanatos.

“Verbum Domini”, a Exortação Pós-Sinodal do Santo Padre Bento XVI sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, foi o tema principal  do curso de formação permanente dos   sacerdotes da diocese de Feng Xiang . O curso se realizou nos últimos dias na Catedral da diocese, segundo informações enviadas à Agência Fides. Durante uma semana de reflexão e aprofundamento organizada pela Comissão pastoral diocesana, os sacerdotes abordaram vários temas, desde a importância das Sagradas Escrituras à espiritualidade sacerdotal e temas eclesiais, tendo sempre como ponto de referência a Exortação “Verbum Domini”. Segundo o moderador do curso, a Exortação apostólica “orienta a reflexão dos sacerdotes sobre a relação entre a Palavra de Deus e as pessoas, e ajuda a conhecer melhor as Sagradas Escrituras.
Neste curso, debatemos juntos sobre como ajudar os fiéis a ler a Bíblia confirmando a centralidade da Palavra de Deus em nossa vida de fé, assim  como o Santo Padre  nos ensina.

Além disso, examinamos os métodos mais práticos e convincentes para promover a  leitura da Bíblia nas paróquias e comunidades de base”.

Campanha redução tarifa esgoto - CEBs Fortaleza(CE)


Compas,
alerta geral: A Campanha das CEBs pela redução da tarifa de esgoto está entrando na fase final: até 19 de março!!! Não podemos dormir no ponto.
Por favor,
verifiquem por onde andam as listas de abaixo-assinado
recolham as que estiverem cheias e as encaminhem ao Centro de Pastoral (Fernanda ou Regina)
procurem completar as listas ainda incompletas
multipliquem o material anexo e partam pra cima do povo que ainda não sabe da campanha e ainda nâo assinou
No interior do Estado, a CAGECE já está admitindo uma taxa de apenas 80 % em cima do consumo d água - isto para nós é insuficiente!Mas, parece que a meta de fazer cair a marca dos 100 % está próxima de ser atingida!
Precisamos de faixas e cartazes com palavras de ordem como
"Esgoto já - sem explorar!"
"Por uma tarifa de esgoto justa!"
"Diga não aos 100% cobrados pela CAGECE!"
"Queremos esgotamento sanitário - mas não a esse preço!"  para a grande manifestação dia 22 de março frente à CAGECE.
Pela última contagem, estamos bem perto de ultrapassar a marca de 10.000 assinaturas. Vamos, portanto, fazer um último grande esforço e fazer a Campanha arrancar de vez!
A coordenação de CEBs informará sobre a próxima plenária dos/das agentes da Campanha.
Abraços,
Carlo Tursi
p/Coordenação Arquidiocesana de CEBs


C  A  M  P  A  N  H  A
“ESGOTO JÁ – SEM EXPLORAR!”
 PELA REDUÇÃO DA TAXA DE ESGOTO COBRADA PELA CAGECE

 
As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) de Fortaleza, unidas às Pastorais Sociais e a diversos segmentos do Movimento Popular, decidiram vir a público, sensibilizadas pela resistência de inúmeras famílias cearenses, de baixa renda, contra a ligação de seus domicílios à rede de esgotamento sanitário. Tal resistência está fundada no temor de, daí em diante, não conseguirem mais pagar a conta d’água, já que – com a inclusão do serviço de saneamento – a tarifa cobrada duplicará.
Este movimento entende que a rede de esgotamento sanitário deve abranger, sim, todos os domicílios, estabelecimentos comerciais e industriais e que a taxa cobrada por tal serviço não poderia constituir um sério obstáculo contra esta meta salutar, como atualmente está acontecendo no Ceará. A corrente prática da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE) de vincular a tarifa do esgoto ao consumo d’água numa proporção de 100 % deve ser considerada, portanto, abusiva e de um ônus social insuportável. Cabe aos próprios cidadãos, esclarecidos acerca de seus direitos sociais inegociáveis, exercerem o controle social sobre órgãos gestores de bens públicos. A Lei 11.445, de 05-01-2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, exige no seu artigo 30, item IV que a estipulação da tarifa de esgoto leve em consideração, entre outros fatores, o da “capacidade de pagamento dos consumidores”.
A campanha de coleta de assinaturas prosseguirá até o dia 19 de março (Dia de São José). A entrega oficial das assinaturas recolhidas e de um documento reivindicatório à diretoria da CAGECE, acompanhada de ato público, ocorrerá em 22 de março de 2011 (Dia Mundial das Águas).
Venha endossar esta luta das CEBs por uma tarifa justa de esgoto! Chega de exploração!

A    C o o r d e n a ç ã o    A r q u i d i o c e s a n a   d e   C E B s